sábado, 17 de março de 2012

Ninguém gosta de ficar sozinho ...

Era uma noite fria, uma “maldita” noite fria, que a fazia pensar em um turbilhão de coisas e mais do que isso, a deixava nostálgica.


No fundo, no fundo, só ela sabia a falta que ele estava fazendo. Cada abraço, cada beijo, cada lembrança, agora voltava a sua mente como uma pancada na cabeça (E como isso dói). Cada minuto que passava, parecia horas. “Que idiota” ela resmungava ao mesmo tempo que sorria feito boba, lembrando de algumas conversas bobas jogadas fora. “O que ele fez comigo?” ela insistia em se perguntar inconformada, pelo fato dele ter conseguido deixá-la desse jeito, sem conseguir dormir direito, com o coração apertado de tanta saudade que ele estava fazendo ela sentir. Sua vontade era de encontrá-lo em qualquer lugar que seja e lhe dizer: “Volta meu amor, volta pra minha vida, vem sem olhar pra trás. Apenas volta, diz que vai me aquecer nas noites frias, que seremos um só, sem essa maldita distância”. Sua presença realmente a fazia falta. Ela já nem sabia mais o que fazer com aquela dor, que apertava mais que tudo, que maltratava tanto seu coração. Derrepente, ela se pegou chorando feito uma criança que teve seu doce preferido tomado por alguém. Ela já havia sido derrotada pela saudade e por aquele amor. “Não me importo mais em chorar, ninguém está me vendo mesmo”. Sorriu fraco com aquele pensamento repentino, ainda com lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Ela sabia que aquela história não iria acabar ali, não daquela forma, não distante. Já era quase impossível de perceber lágrimas escorrendo pelo seu rosto, e a noite fria, a “maldita” noite fria, assim denominada por ela, acabara de terminar ali, o desejo de dormir e querer vê-lo em seus sonhos era maior do que a saudade que insistia em lhe perturbar.


O que a distância não faz? Horas viram uma eternidade, momentos viram saudade. E como dói essa saudade! E aquela noite fria e dolorosa que havia lhe feito chorar naquela noite, foi a ultima noite que a distância e seus pensamentos lhe fizeram de refém, refém da saudade, refém do amor. Hoje a distancia virou apenas uma palavra, que ela evita pronunciar, porque ela não os atrapalham mais.




sábado, 3 de março de 2012

De repente amor ...

Sorrisos bobos, orgulho ferido, borboletas no estômago, noites mal dormidas, pensamento em uma só pessoa antes de dormir. Mas o que é isso? Amor? Ela realmente não acreditava, derrepente o seu mundo caiu.
Logo ela que não deixava se apaixonar por ninguém. Que nunca conseguiu se imaginar fazendo papel de mocinha em filmes, novelas. Que nunca esperou por um príncipe encantado bater em sua porta. Que sempre viveu tudo intensamente, ia para baladas para curtir e não pra conhecer o “amor da sua vida”. que odiava melações de casais apaixonados e filmes de romance.ela que no lugar de ir ao cinema preferia badalações noturnas. Ela que sempre foi desapegada em relaçaõ a amores, derrepente se viu perdida nesse mundo totalmente novo.

Ela agora prefere ir ao cinema no lugar de ir para baladas, anda suspirando por ai e na maioria das vezes é pega imóvel pensando em milhares de coisas, milhares de situações. Ela agora passou a gostar de filmes românticos e acha “fofo” o casal apaixonado do filme “Dear John”. Seus amigos não a reconhecem mais, e pra falar a verdade, ninguém mais a reconhece. Ela passara a ser meiga, compreensiva, calma e um tanto mais sentimental do que antes. Ela é a prova de que esse sentimento temido por muitas e até por ela, pode mudar as pessoas.


Seu orgulho, por onde anda? Ás vezes ela se sente como se estivesse bêbada, sabendo que aquilo pode ser incerto, mas ela não consegue deixar isso pra lá. Para ela agora as coisas são mais compreensíveis. Seu orgulho foi ferido, mas de inicio, para ela é uma ferida “boa”. Derrepente o corpo dela estremeceu e a fala? Já foram embora quando ele chegou sua sanidade já se foi há muito tempo. Sim, ela perdeu totalmente a noção do perigo. “Mas pra quem sempre gostou do perigo, um a mais talvez não fosse fazer tanta diferença” pensava ela.


Quando viu que já estava completamente envolvida nesse novo sentimento, resolveu se “jogar” e “pagar pra ver” no que isso iria dar. Mas com os pés no chão, caso essa loucura não desse certo e chegasse a maltratar o seu lindo coraçãozinho. Se não der certo? Bom, se não desse certo ela sabia onde encontrar seus amigos que provavelmente estariam em uma balada, ou em qualquer outro lugar onde tivesse vodka e gelo, não pra chorar e se lamentar, e sim pra retomar sua rotina e trazendo experiências dessa relação. Ela simplesmente irá voltar a viver com mais amor... O amor próprio. Mas enquanto der certo, sem dores, sem lágrimas, só amor... Apenas amor, ela será feliz.